sábado, 13 de outubro de 2007

Pílulas Para Vacas Diminuem Poluição Ambiental

Se outrora havia quem desse "pérolas a porcos", desde há uns meses para cá surgiu a ideia de dar pílulas a vacas, mas desta feita a questão é muito mais séria e abrangente do que se nos afiança numa primeira abordagem.
Enquanto que na Nova Zelândia são pagas taxas para compensar as emissões de metano produzidas pela enorme quantidade de gado que se cria naquele país, houve um estudioso que julga ter encontrado uma solução mais viável e rentável para os produtores de leite e menos nefasta para o nosso planeta, o que aumentaria o rendimento dos agricultores e reduziria a poluição poupando o meio ambiente.

O cientista alemão Winfried Dochner, da Universidade de Hohenheim, na Alemanha, de tão preocupado com o aquecimento global do meio ambiente, criou uma pílula contra os arrotos das vacas, por estes ajudarem ao efeito estufa, sendo responsáveis pela emissão de 4%, e esta pílula poderia reduzir esse efeito em pelo menos 3%.
"Bolus", assim se chama este medicamento do tamanho de um novelo, é de base vegetal e é constituído por substâncias microbióticas que se dissolvem nos estômagos das vacas ao longo de vários meses, auxiliando na digestão.

O apetite da vaca é regulado pelo controlo hormonal e pela fermentação do que rumina. Regra geral uma vaca com um peso na ordem dos 600 Kg de peso que produza 50 litros de leite, consome aproximadamente 25 Kg de matéria seca por dia, ou seja, come o equivalente a 4% do seu peso corporal em alimento seco. Em termos de água, bebe entre 3,5 e 5,5 litros por cada quilo de alimento seco ingerido.
Dochner, afirma que uma dieta com mais gorduras e com horas estipuladas para a alimentação, ajudaria a que os ruminantes produzissem menos metano. Esta pílula seria mais um forte aliado nesse sentido.

Uma só vaca pode num só dia produzir cerca de 500 litros de gás metano (CH4), o que é ainda 23 vezes mais nefasto para o ambiente do que o dióxido de carbono (CO2). O metano é o principal elemento do gás natural, e à semelhança do dióxido de carbono, do gás nitroso (N2O) e do clorofluorcarbono (CFCs), contribui para o aumento do efeito estufa e consequente agravamento registado em termos de aquecimento global.
A produção de metano resulta do processo químico de fermentação decorrente da ruminação das vacas e forma-se através da combinação das moléculas de água e de dióxido de carbono.

Com o uso da pílula, as vacas em vez de expelirem arrotos, aproveitá-los-iam para o seu organismo produzir glicose, e segundo Winfried Dochner estas aumentariam a sua produção de leite, logo seriam economicamente mais rentáveis.

5 comentários:

Jorge disse...

LoL Muito bom!

lady_blogger disse...

Pergunto-lhe Jorge a que se refere quando diz muito bom? Ao leite? (-;

Anónimo disse...

DEIXA DE HAVER TANTO MAU CHEIRO NESTE PAIS

RUTE disse...

Pode até diminuir o metano produzido pelas vacas mas eu prefiro mesmo deixar de consumir carne, leite e derivados.

A produção intensiva de gado tem outros problemas relacionados para além do gás emitido para a atmosfera. Igualmente de ordem ambiental.

Só o facto de desflorestarem terrenos para os transformarem em pastagens ou de explorarem intensivamente a agricultura para dar de comer a estes animais,já são 2 razões mais do que suficientes.

lady_blogger disse...

Sim Rute, esses são outros dos efeitos colaterais da criação de gado bovino.
Imaginemos o que pensam todos aqueles para quem as vacas são sagradas...