segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Valor da Nota


Vou repassar algo que já li há uns tempos, mas que pode ser transversal a muitas eras enquanto o dinheiro for moeda de troca.

 "Sobre a moeda

Um dia, numa pequena vila Portuguesa, onde os tempos são duros e toda a gente está endividada e deprimida, onde todos vivem já a crédito dos vizinhos compreensivos, chega um turista alemão rico. Vai ao único Hotel da pequena vila e pergunta o preço do quarto ao dono do Hotel. Ele responde-lhe que são 100 euros por noite. O turista põe sobre o balcão uma nota de 100 euros.

O proprietário dá-lhe um molho de chaves, dizendo-lhe que nenhum quarto está ocupado e que ele poderá escolher o que mais lhe agradar. Mal o turista começa a subir as escadas o hoteleiro pega na nota de 100 euros, sai a correr em direcção ao talho vizinho e paga-lhe os 100 euros que lhe deve.

O talhante, que deve igual quantia a um criador de porcos, vai imediatamente ter com ele e solve a sua dívida. O criador de porcos corre ao "pub" e paga a sua conta de bar. O "barman" pega na nota e imediatamente a entrega à prostituta que está a seu lado e que lhe fornecia os seus serviços, a crédito, há alguns dias.

A senhora corre ao Hotel, que ela usa para fins profissionais e entrega ao hoteleiro os 100 euros para pagar a sua conta. Pouco tempo depois o turista desce as escadas, diz ao hoteleiro que não encontrou nenhum quarto que lhe servisse, recebe a sua nota de 100 euros e vai-se embora. Interessantemente, ninguém produziu absolutamente nada, ninguém ganhou nada mais do que o que tinha mas, agora, já ninguém está endividado!

É uma história muito simplista mas que mostra bem que a moeda é uma mera intermediária das trocas. É a sombra da Economia, não é a economia produtiva em si. Aquela história mostra também que esta crise, que está a mergulhar a Europa e Portugal na depressão, não é mais que uma crise contabilística.

A moeda que corre, hoje, em todos os países, em si, não tem valor. É apenas confiança nas Instituições e nos Países que a emitem. Se essa confiança se perdesse, poderíamos retroceder a uma situação de troca directa.

É claro que não chegaremos aí. Mas, se o Euro desaparecesse, a Europa perderia soberania e estaria sujeita, sem nada poder fazer, às consequências das políticas monetárias ditadas pelos Países que imprimem as outras moedas de referência internacional.

Falta coragem política para resolver esta situação através de uma acção determinada. Estou convencido que esta crise se vai resolver por 'write-offs' generalizados, que criarão uma situação inteiramente nova, enorme perplexidade, mas provavelmente será menos contundente que aquilo que se poderia esperar quando se salta para soluções anteriormente não testadas, pelo menos com a amplitude que agora é exigida.

Com elevada probabilidade, no fim dos 'write-offs' tudo estará, de novo, equilibrado. Como na simplista história do Hotel acima referido. Com uma diferença: daí para a frente as entidades que emprestem fa-lo-ão com rigor: serão muito mais exigentes na análise dos projectos para que emprestam dinheiro, verificando bem o potencial das propostas e emprestando apenas depois. E deixarão de ter como único objectivo fazer crescer o crédito concedido a todo o custo, mesmo quando a prudência razoável o desaconselharia. Foi assim no passado mais distante. Será assim no futuro. O paradigma mudou. A ideologia do crescimento contínuo já não é aplicável." 



António Neto da Silva, Diário Económico
 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nem os Heróis Escapam à Crise

Andando pelo Facebook, encontrei novas vítimas da crise.
Quem diria que até os Super-Heróis sofrem os efeitos da crise?
Vejam vocês mesmo aqui neste print-screen que fiz duma imagem da comunidade Frases Sentidas do Facebook.

domingo, 13 de novembro de 2011

Para Poupar na Factura da Electricidade Há Quem Vá Boicotar a EDP

Chegou-me há instantes por mail, um pedido de adesão a um boicote à EDP.
Literalmente foi o seguinte que me enviaram:

"Genial Boicote à EDP

A EDP já teme os prejuízos desta medida na escala dos vários milhões de portugueses, que estão conscientes do abuso a que estão sujeitos.A EDP mantém um nível de lucros totalmente incompatível com o estado do país e com os sacrifícios exigidos a todos nós.

A EDP tem mais poder que o Governo de Portugal e conseguiu (vá-se lá saber por que vias...) impedir uma medida que visava minorar os brutais aumentos da energia que se estão a verificar - e que vão, certamente, aumentar ainda mais os ditos lucros.

A EDP mantém um monopólio (não de jure, mas de facto) uma vez que a concorrência não oferece aos consumidores domésticos (por exemplo) taxas bi-horárias.

PROPOSTA:

- no dia 20 de Novembro de 2011, às 15:00, a nível nacional, vamos, todos nós consumidores domésticos, desligar TUDO durante uma hora (os nossos congeladores aguentam mais do que isso quando há uma "anomalia" na rede que nos deixa sem energia e as baterias dos nossos portáteis também);

- vamos repetir a acção até a EDP ter de nos PEDIR para parar com a coisa. Na qualidade de bons cidadão, que todos somos, pararemos mas só se os preços forem ajustados de forma a que os lucros da EDP se acertem pelo razoável, pelo socialmente justo e pelo moralmente correcto.

Se gostarem da ideia, espalhem... veremos no que dá.-- Antes de imprimir este e-mail, pense que estará a gastar papel e tinta. Proteja o ambiente."

E você vai aderir a este boicote à EDP? O que pensa de tudo isto?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Poupe Dinheiro em Publicidade!

É tempo de poupar em tudo!

Poupe até na Publicidade da sua empresa, e poupe na Publicidade de venda de bens e serviços.
Se quer saber como poderá poupar aceda a este link e deixe aqui o seu comentário.

sábado, 22 de outubro de 2011

Sabe Como a Igreja (não)Ajuda em Tempos de Crise?

"O Senhor é meu pastor, nada me falta" - este é um dos versos que se tem entoado numa das Igrejas que frequento. Porém a realidade é contrária à cantiga...
Fui há 1 semana e pouco pedir a uma Igreja que me deixasse cultivar parte dos campos que tem a monte, pois tenho uma família dita numerosa e a crise toca a todos... Se me deixassem daria em troca bens que lá cultivasse. Só conhecia de vista o Padre com que falei, mas conheço a comunidade que ali presta culto e participo em actividades católicas da mesma.
Esperei do tal Padre uma resposta e ela não surgiu, voltei à Igreja há uma semana atrás, mas só hoje fui atendida.
O Padre que ficou de me dar resposta, disse-me que os campos já são cultivados por duas famílias (mas eu sei que têm muitos ao abandono), e acrescentou que a comunidade que representa não permite que lá cultive, mas que se ele decidisse o permitiria.
Na despedida disse ao Padre que ficaríamos amigos como dantes e que se me contactasse que fosse para dizer que mudaram de ideias.
Dizei-me vós católicos, que raio de Igreja é esta que nos volta as costas quando nós pedimos ajuda que nem lhes custaria nada?! Onde está o amor ao próximo, a bondade e misericórdia apregoada?
Imaginem se alguém lhes fosse pedir dinheiro...
O "venha a nós o vosso reino", por vezes é mesmo só venha a nós...
A Igreja não é obrigada a nada, porém deveria ser exemplo de humanidade, solidariedade para com as ovelhas do seu rebanho.
É por atitudes destas que a Igreja perde crentes, ou pelo menos entra em descrédito por maus exemplos como este.
Como vedes, se achais que a Igreja está sempre pronta para ajudar, desenganem-se.
Se estiverem em crise, rezem a Deus para que a Igreja desse mesmo Deus não vos volte assim as costas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Nova Designação para a Sigla FMI...

Navegando pela net encontra-se de tudo...
Desta vez alguém atribuiu outra designação ao FMI. Assim sendo o Fundo Monetário Internacional para um user do Facebook significa Fome e Miséria Internacional.

Quem diz a verdade, não merece castigo!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Pobreza que Temos de Erradicar!

Este país desgovernado, onde ricos políticos ricos continuam a viver muito à custa da sobrevivência de nós pobres, está num ponto sem retorno.
As manifestações estão a ser feitas tardiamente. Agora pouco mais há a fazer. Será esperar para ver quem "cai" mais depressa.
Porém poderiam ainda em último recurso destituir a actual forma de governação e lá colocarem gente do povo e controlada pelo povo. Tem de se acabar com as regalias dos políticos, com as inaugurações sistemáticas (caso do João Jardim), com as festas pagas com o Orçamento de Estado, com os carros de luxo e seus chauffeurs, com as ajudas de custo e os salários e pensões milionários.
Portugal precisa urgentemente de evitar despesismos, de produzir mais do que consome.

Hoje é Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza, e ironicamente numa palestra da qual participou Fernando Nobre (Presidente da AMI), poucos foram os presentes. Pergunto-me por que será?
Ninguém quer ajudar os pobres? Ou ou pobres estão a trabalhar ou já emigraram e portanto não se interessaram por isto?

Muito sinceramente, o cenário que traço é de pobreza extrema.

Querem continuar mudos, surdos e paradinhos?
Façamos o que tem de ser feito, antes que já nada se possa mudar, contudo usem de sensatez para não piorar o que já está tão mal.